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CNT elogia a sinalização das rodovias, mas alega necessidade de melhorias


A sinalização nas rodovias brasileiras sob jurisdição do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) melhorou nos últimos sete anos. A conclusão é do estudo Transporte Rodoviário – Sinalização divulgado nesta terça-feira, 24, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).


Segundo o levantamento, a evolução é resultado do Programa Nacional de Segurança e Sinalização Rodoviária, Brasil Legal. Implantado em 2013, o programa contribuiu para a melhora de 17,8 pontos percentuais na avaliação dos trechos rodoviários onde foi aplicado. A avaliação positiva passou de 39,7% para 57,5%, de acordo com os dados divulgados pela CNT.


O objetivo do programa implantado pelo DNIT é aumentar a segurança da malha rodoviária federal. Isso inclui a implantação e manutenção da sinalização horizontal, vertical e de dispositivos de segurança. Segundo informações do Ministério da Infraestrutura, essas melhorias garantem mais fluidez ao tráfego e ajudam a prevenir acidentes.


Rodovias precisam de investimentos e fiscalização


O estudo alerta para a existência de trechos de rodovias que ainda não têm sinalização apropriada. Por isso, os riscos aos usuários são maiores. E, apesar de a União ter investido valores superiores aos de programas anteriores, o montante representa apenas 63% do que havia sido previsto.


Outro ponto de alerta, segundo a CNT, é que não foram contratadas empresas para supervisionar e gerenciar o programa. Além disso, atrasos no cronograma ocasionaram demora para o início de serviços de sinalização.

Também não houve priorização da instalação de sinalização de trechos críticos. Esses locais são conhecidos pelo grande número de acidentes.


Diariamente, há 190 acidentes e 14 mortes em rodovias no Brasil


Presidente da CNT, Vander Costa diz em comunicado que as condições da infraestrutura das rodovias têm relação direta com a segurança. Ele ressalta que houve avanços com o BR-Legal.


Mas Costa afirma que é preciso ampliar os investimentos e a fiscalização, e criar projetos mais estruturados. “Só assim nossas rodovias terão a qualidade realmente aprimorada.”

Todos os dias, são registados 14 mortes e 190 acidentes nas rodovias federais. Os dados são do Painel de Acidentes da CNT, aferido com números da Polícia Rodoviária Federal atualizados até 2018.


Em 2018, foram registrados 69.206 acidentes, sendo 53.963 com vítimas – houve 5.269 mortes. Nos 12 anos analisados pela CNT, houve 1,7 milhão de registros de acidentes nas BRs, Desse total, 751,7 mil envolveram vítimas. O número de mortes chegou a 88,7 mil.


Rodovias mais perigosas são a BR-101 e a BR-116


As campeãs de acidentes são a BR-101 e a BR-116. Em 2018, foram foram registradas 8.896 e 7.524 ocorrências, respectivamente. As duas também lideram o triste recorde de números de mortes. Foram 649 vítimas fatais na BR-116 e 615 na BR-101.


O painel mostra também que em 2018 foram registrados 12.631 acidentes com vítimas envolvendo caminhões. A maior parte das ocorrências nas BRs envolvem automóveis (64,6%). As motocicletas aparecem na segunda posição (44,4%) e os caminhões na terceira (23,4%).


Os acidentes em estradas estão diretamente ligados à deficiência na sinalização. Nos trechos em que faltam placas de velocidade, por exemplo, o número de vítimas fatais em acidentes é duas vezes maior do que onde há sinalização adequada. A informação é do diretor-executivo da CNT, Bruno Batista.

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