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Revista EAC 3ª ed. - ENTREVISTA EXCLUSIVA COM MARCELLO COSTA, SECRETÁRIO NACIONAL DE TRANSPORTES


RICARDO BOTELHO/MINFRA

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM MARCELLO COSTA, SECRETÁRIO NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES DO MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA


Mesmo reconhecendo a legitimidade da pauta dos caminhoneiros, o Secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello Costa, não acredita que ocorra greve da categoria. Em entrevista exclusiva, afirma que “todos os canais do governo estão abertos ininterruptamente para o diálogo”. Ressalta, ainda, que integrantes do governo, incluindo o ministro Tarcísio Freitas, participam junto com líderes dos caminhoneiros de grupos de WhatsApp, em que as principais e mais urgentes demandas são apresentadas pela classe e monitoradas pelo governo para que as possíveis soluções sejam adotadas.


O senhor poderia comentar o que representa a greve dos caminhoneiros para a economia já tão afetada?


Inicialmente, eu gostaria de dizer que eu não acredito que ocorra greve de caminhoneiros, no curto prazo, porque todos os canais sempre estiveram e seguem abertos para o diálogo do governo com a categoria. O que eu percebo é que se trata de uma classe com demandas legítimas que estão sendo trabalhadas pelo Governo Federal. As lideranças representativas sabem dos esforços do governo e entendem que uma paralisação agora prejudicaria todo o País e não resolveria suas demandas.


A paralisação pode gerar desabastecimento de produtos e consequentemente a alta da inflação?


De fato, uma eventual paralisação prejudica toda a sociedade brasileira. O Governo Federal não tem medido esforços para que o País volte a crescer, depois de passar por dificuldades devido à pandemia. Uma paralisação que gerasse desabastecimento só tenderia a agravar a situação, afetando a economia negativamente. O aumento da inflação, como se sabe, costuma prejudicar a parcela mais pobre da população. Tenho certeza de que os caminhoneiros, uma categoria tão importante para a economia do Brasil, entendem que uma paralisação só serviria para agravar a situação de todos.


O Governo pretende conversar com as lideranças do movimento? Há agenda prevista para essa conversa?


Como eu disse anteriormente, todos os canais do governo estão abertos ininterruptamente para o diálogo. Trimestralmente, tratamos nos fóruns de Transporte Rodoviário de Cargas diversas pautas de interesse dos caminhoneiros, como a questão dos pontos de parada para descanso nas rodovias federais, o Documento Eletrônico de Transporte - DT-e ou a questão da contratação direta do caminhoneiro pelo embarcador. Adotamos o gatilho da tabela de frete, no qual toda vez que o aumento do preço do combustível atinge 10%, a Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT reajusta os coeficientes dos pisos mínimos da tabela de frete.


Além disso, integrantes do governo, incluindo o ministro (da Infraestrutura) Tarcísio Freitas, participam junto com líderes dos caminhoneiros de grupos de WhatsApp, em que as principais e mais urgentes demandas são apresentadas pela classe e monitoradas pelo governo para que as possíveis soluções sejam adotadas.

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