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Revista EAC - Mercado de São Sebastião ganha plano de revitalização e sede da Barreira Fiscal

BGARJ realiza encontro com o prefeito Eduardo Paes para discutir os planos de Revitalização do Mercado São Sebastião


O prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o vice-prefeito do Rio e secretário de Habitação, Nilton Caldeira, estiveram, no dia 18 de fevereiro, em uma reunião com o presidente da BGARJ, Humberto Margon, o vice-presidente da Bolsa, Eduardo Ribeiro, empresários, personalidades públicas e políticas, para discutir as ações que serão tomadas para a Revitalização do Mercado São Sebastião.


Pontos essenciais entraram na pauta: segurança, infraestrutura, limpeza e iluminação.

"Esse talvez seja o nosso primeiro passo de um programa de revitalização da Av. Brasil (compromisso nosso de campanha), que tem dois polos econômicos importantes: a Ceasa RJ e o Mercado São Sebastião, nesse primeiro trecho. O Mercado São Sebastião é um centro logístico fantástico e muito bem posicionado, mas sofre com problemas de infraestrutura e segurança. Então, estamos buscando permissão e vamos começar um programa de revitalização do Mercado, junto com o Governo do Estado, para que as empresas voltem para cá, e que isso seja uma espécie de farol desse programa de revitalização da Av. Brasil", declarou Eduardo Paes.


Paes falou da importância da reunião na BGARJ, que tem sede situada dentro do Mercado São Sebastião, para a revitalização do Mercado. “Tomamos um conjunto de ações e criamos um grupo de trabalho aqui, olhando mais para médio e longo prazo, definindo quais são as vocações do Mercado, como faz a atração de novas empresas, como é que se consolida como um centro de logística daqui. E medidas de mais curto prazo, como melhor manutenção, melhor segurança pública, limpeza, que é um conjunto de ações que podem ser tomadas e dar uma resposta mais imediata”.


O presidente da BGARJ, Humberto Margon, tem esperanças na concretização das mudanças que estão sendo elaboradas pelo plano de revitalização da área. “Temos uma grande expectativa e sabemos que, com o prefeito Eduardo Paes, o Mercado São Sebastião vai ser revitalizado. O Mercado é muito bem localizado, está no entorno do BRT, Transbrasil, além de ser um polo econômico de grande potencial”, declarou Humberto.

A BGARJ é uma instituição associativa, que possui de 69 anos de fundação, com cerca de 1 mil empresas associadas, entre elas, supermercadistas, atacadistas, indústrias, pequenos e médios varejistas, fornecedores, representantes comerciais e lojas de Delicatessen. Fica situada dentro do Mercado São Sebastião, sendo referência nacional para quem deseja realizar grandes negócios, encontrando os melhores preços em negociações na venda e compra de alimentos e/ou produtos do setor alimentício.

Também participaram da reunião: o secretário de Planejamento Urbano, Washington Fajardo, a secretária Municipal de Conservação, Anna Laura Secco, a secretária de Infraestrutura, Kátia Souza, a secretaria de Transportes, Maína Celidonio, o presidente da Rioluz, Bruno Bonetti, o presidente da Comlurb, Flávio Lopes, o subprefeito da Zona Norte, Diego Vaz, representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Simplificação, o presidente da Aderj, Joílson Barcelos, entre empresários e associados da BGARJ.


Mercado São Sebastião ganha Barreira Fiscal para garantir segurança da área


Localizado às margens da Avenida Brasil, num dos principais pontos de acesso ao município de Rio, o Mercado São Sebastião volta a viver dias de glória. Inaugurado em 1962, foi um dos maiores atacadistas de gêneros alimentícios do país. Por falta de segurança, a favelização, devido à ausência de investimentos públicos, deve provocar uma queda de 60% de seu movimento. Mas, a união dos empresários virou esta página. Após reuniões com as autoridades públicas, visando melhorias para o espaço, considerado uma das áreas estratégicas para a retomada econômica da cidade, o Mercado São Sebastião passou a contar com uma Superintendência da Barreira Fiscal e ganhou um projeto de revitalização da área.


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao apresentar o projeto de revitalização, na sede da Bolsa de Gêneros Alimentícios - BGA, que fica dentro do mercado, revelou seu desejo de atrair mais empresas para o mercado, principalmente devido à fácil localização e à capacidade para agregar os principais atacadistas do Estado. Segundo ele, o “mercado tem um centro de logística fantástico, muito bem-posicionado, mas que sofre com problemas de infraestrutura e segurança”, e completou: “a gente dá um pontapé inicial para um programa de revitalização do Mercado São Sebastião, junto com o governo do Estado, para trazer segurança pública e fazer com que as empresas voltem para cá. É uma espécie de farol da revitalização da Avenida Brasil”.


O subprefeito da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, Diego Vaz, também esteve presente na reunião de planejamento de revitalização do Mercado São Sebastião. O órgão é o responsável pela administração das regiões administrativas de Penha, Irajá, Madureira, Anchieta, Pavuna, Complexo do Alemão e Vigário Geral, totalizando 86 dos 160 bairros do município, com uma população total de 1.182.000 habitantes, segundo o censo de 2010. Segundo ele, “a ideia é fortalecer o mercado local e toda a comunidade, proporcionando melhores condições de infraestrutura, segurança e mobilidade”.


“O Mercado São Sebastião vem sendo foco de abandono há alguns anos, e por isso, existem planos a médio e curto prazo para a revitalização do local. Inicialmente, o município entrou com todos os serviços básicos: melhoria na iluminação, saneamento, limpeza, conservação, corte e poda de árvores. Um conjunto de ações que deram uma resposta imediata e positiva. Além disso, existe um estudo em andamento para identificar como investir em novas atrações para atrair empresas e como integrar o complexo com o Centro de Logística da Cidade”, afirmou Diego Vaz.


Barreira Fiscal


O Subsecretário de Fiscalização de Ativos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, delegado Edu Guimarães de Souza, disse que a sede da Superintendência da Barreira Fiscal no Mercado São Sebastião instalada no Mercado São Sebastião atuará com duplo viés: fomentar a arrecadação do Estado, e dar segurança pública para a área do Mercado, que contará um fluxo de viaturas da Polícia Civil e dos agentes policiais, trazendo de volta a presença de investimentos de novas empresas para a área. Edu Guimarães afirmou conhecer os problemas do Mercado por ter sido, antes de assumir a subsecretaria, delegado da 22ª DP, conhecendo, por tanto, a mancha de crime praticado na região do entorno da Penha.


Já o superintendente da Barreira Fiscal, comissário José Guimarães, explicou que o principal objetivo é o incremento na arrecadação. A expectativa é que depois de tudo implantado, consiga aumentar a arrecadação do Estado em torno de R$5 bilhões ao dia, um montante bem robusto. Mas, nas variantes, combater o roubo de cargas, falsificação de mercadorias, enfim, toda a parte criminal do seguimento do transporte terrestre: “A ideia de botar a Superintendência de Barreira no Mercado São Sebastião é por ser uma área muito central, que dá acesso a todos os pontos de saída da capital, se voltar um pouquinho pega ponte, se for mais um pouquinho a frente você pega a Dutra, tem a Washington Luiz, tem a Rio-São Paulo, enfim, fica um ponto central de onde vão ser emanadas todas as ações de inteligência e investigação”, justificou.


A importância da instalação da Barreira Fiscal no Mercado São Sebastião, garantiu o comissário José Guimarães, “é enorme, porque o que acontece é uma prática cruel”. Segundo ele, a evasão fiscal prejudica tanto o Estado como o empresário que “está fazendo tudo direitinho e que trabalhando direito, que quer investir, mas fica limitado, porque o cara que não paga o imposto, baixa o valor do produto, criando uma concorrência desleal com aquele que toca a empresa honestamente”.


De acordo com o Guimarães, o trabalho da Barreira Fiscal existe há 10 anos no Palácio Guanabara, no entanto tinha viés mais voltando para a fiscalização nos cinco postos do Estado: Itatiaia, o de maior fluxo de caminhões; Angra dos Reis; Levy Gasparian; Itaperuna, e Campos de Goytacazes. A mudança aconteceu a partir de janeiro, quando o fator operacional passou para a Polícia Civil, trazendo know-how de investigação de inteligência para a barreira, que tem como atribuição fiscalizar, e consequentemente, anteparos aos auditores fiscais na fiscalização e na circulação de ativos. “O trabalho foi descentralizado. A subsecretaria de Fiscalização de Ativos continua no Palácio Guanabara. Mas a parte operacional vai ficar no Mercado São Sebastião, e aí tem todo um aspecto de segurança no entorno do mercado.


Além dos cinco postos, teremos as operações circulantes, ou seja, poderemos saber qual é a rota de fuga das pessoas que estão sonegando ou cometendo crimes. Essas circulantes vão cobrir as estradas, eliminando qualquer passagem de ilícito ou de sonegação”, esclareceu. Trabalhar em conjunto com todas as agências de inteligência, seja da Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Fazenda, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Receita Federal faz parte da proposta de trabalho a ser desenvolvida na Barreira Fiscal do Mercado São Sebastião. Assim será possível abranger todo e qualquer crime que seja vinculado ao transporte terrestre. “O roubo de carga vai ser uma coisa que a gente vai acabar atuando e ajudando também a diminuir esses índices, principalmente o de caminhão”, frisou.


A Barreira Fiscal terá o cartório da 22ª DP (Penha) como base para todas as operações. De lá, adiantou o comissário José Guimarães, vão emanar algumas ações, mas, na realidade, “o trabalho será em conjunto com todas as delegacias de polícia do estado do Rio de Janeiro, sejam elas especializadas ou distritais do interior, da Baixada, da capital, de Niterói, ou seja, estamos trabalhando em conjunto”.


Com relação ao projeto de revitalização do Mercado São Sebastião, uma parceria da Prefeitura do Rio com o governo do Estado, o superintendente da Barreira Fiscal citou a importância da Bolsa de Gênero Alimentícios – BGARJ na questão da arrecadação, acrescentando que o abandono da área afasta o empresário, que muitas vezes acaba por optar em mudar de estado federativo:


“O empresário vai saindo e vai caindo a arrecadação, muitas vezes muda até de Estado. O que a gente pretende também é voltar com segurança. O projeto prevê pavimentação, iluminação, policiamento, através programa RAS, com rondas diárias. Com isso tudo, a gente retoma a área, que tem a Bolsa como um propulsor de negócio, envolvendo alimentos”, finalizou.


DEPOIMENTOS SOBRE O PROJETO BARREIRA FISCAL NO MERCADO SÃO SEBASTIÃO


Wilson Sá - Associado e representante comercial na BGARJ. Ex-diretor da BGARJ e ex-diretor do SINDICARGA

“Com a união das entidades responsáveis pelo abastecimento de alimentos e a bebidas do Estado e a criação pelo prefeito Eduardo Paes do “Grupo de Trabalho” dos empresários comerciantes e autoridades estatal em busca de soluções para a revitalização do Mercado São Sebastião, em fevereiro de 2021 entrou em prática o plano do poder público municipal na revitalização do maior polo de comercialização e logístico de alimentos do Estado do Rio de Janeiro. Ele trará novamente a ocupação dos imóveis pelos empresários, gerando aumento da arrecadação de tributo e a volta de criação de empregos, movimentando a economia gastronômica do entorno. Ao mesmo tempo que inicia a revitalização com asfaltamento, troca da iluminação pública, limpeza, instalação de câmara de segurança, incentivo fiscal para empresas, reivindicação da volta de linha de ônibus e outras ações veio para o Mercado São Sebastião a Chefia da Superintendência da Barreira Fiscal do Estado do Rio de Janeiro, que implantará o “Programa RAS – Polícia Civil Mercado São Sebastião” com ronda de duas viaturas diariamente, trazendo proteção dos patrimônios, dos moradores do entorno, transeuntes, trabalhadores e empresários do Mercado São Sebastião.”


Herculano Gonçalves De Oliveira Filho - Diretor vice-presidente de Relações Internas e Externas da BGARJ e presidente da Associação Nacional dos Importadores de Alho - ANIA-Brasil

“Estive na solenidade de entrega das salas da Superintendência da Barreira Fiscal no Mercado São Sebastião. Estou no Mercado desde 1985. Praticamente todo os prédios comerciais estavam ocupados. Era um período muito bom, de bastante negócios. Era uma época áurea. Só que nos últimos anos, como todo mundo viu, veio se degradando pela ausência do poder público, da falta de apoio do Estado, da prefeitura, do governo federal. A mudança começou com a nova gestão da Bolsa de Alimentos, com novas cabeças, com ideias, pensamentos novos. Isso fez com que começasse um diálogo com a Prefeitura, o governo do Estado. E estamos muito felizes com o time da Barreira Fiscal aqui. É a presença do poder público, da Polícia Civil, das viaturas, dos homens que fazem todo esse acompanhamento. Fiquei muito feliz porque o comissário Guimarães deixou claro que a Barreira Fiscal está mudando, não é só aquela coisa física de parar caminhão, fazer nota. Agora é serviço inteligência que eles estão aplicando nas questões das barreiras fiscais. Estamos esperançosos que diminua, inclusive, o roubo de cargas, porque acaba sendo uma barreira para identificar os focos de quadrilhas que atuam contra os caminhoneiros, contra a vida da pessoa que trazem os alimentos para o Rio de Janeiro. Então, assim, a gente vê com bons olhos e realmente vai ter uma grande mudança. Vai melhorar, principalmente, para o caminhoneiro quem trabalha em empresas corretas, de forma correta, de forma honesta. É uma melhoria para todos.”



Coronel Venancio Moura – Ex-diretor de Segurança do SINDICARGA

A Barreira já existia dentro da Casa Civil, no Palácio Guanabara. Era gerenciado pela Polícia Militar, agora passou para a Polícia Civil, passando a ter um tom mais técnico. Lá no Palácio Guanabara tinha muita ingerência política, um cunho político maior. No Mercado São Sebastião, o cunho técnico vai melhorar, a parte operacional também. Vão investir na parte de inteligência. Na questão da Barreira Fiscal, estão investindo em tecnologia para que através de antenas busquem carga roubada, vão buscar essa tecnologia e funcionando no Mercado São Sebastião sinaliza que eles realmente estão voltados, não só para a questão de fiscalizar mercadorias, pagar impostos, mas voltados para o combate ao roubo de cargas. Em torno do Mercado tem a comunidade Kelson’s, uma mancha criminal. No Mercado tem vários caminhões. Então, era mais fácil para eles roubarem os caminhões, as cargas por causa da saída. Agora vai inibir a ação e ajudar os empresários com a presença da Barreira Fiscal no local. Com relação a revitalização, dava pena ver o Mercado assim, parecendo uma cidade abandonada, devido a quantidade de galpões fechados. Revitalizando, com certeza, vai atrair outras empresas, voltando a ser o que era.”


Custódio Quaresma de Sá – Presidente da Associação Comercial do Mercado São Sebastião - ACMS

A ACMS parabeniza a iniciativa público/privado unindo esforços e iniciando a revitalização do Mercado São Sebastião. Parabeniza também a instalação da Superintendência da Barreira Fiscal no Prédio da Bolsa, agregando mais segurança para o Mercado São Sebastião e entorno da Avenida Brasil”.


Comissário de Polícia Daniel Gomes

“Tendo trabalhado em 2002 na 22ª Delegacia (Penha) e em 2016 na Delegacia de Cargas, conheci o Mercado São Sebastião no auge com os imóveis ocupados por empresas gerando emprego com grande movimento de pessoas e veículos nas ruas, e agora convidado a participar desse projeto da Superintendência da Barreira Fiscal, muito me agrada poder, ao lado de meus companheiros, cumprir as diretrizes do governo Cláudio Castro e ainda trazer esperança e segurança aos moradores, comerciantes, empresários e transportadores desse conglomerado de empresas logística.”


Fonte: Revista Eu Amo Caminhoneiro

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