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Revista EAC - Projeto Corações Solidários segue na luta contra a fome em meio a pandemia

Corações Solidários: levando esperança para as famílias mais vulneráveis



A palavra solidariedade tem as suas raízes no direito romano da obrigação que considerava um grupo de pessoas unidas - in solidum - como igualmente responsáveis ​​por uma dívida. Os usos contemporâneos do conceito remontam à Revolução Francesa e ao ideal de solidariedade humana articulado pelo filósofo e político francês Pierre Leroux. Com a pandemia de Covid-19, em todo o mundo, expressões de solidariedade se espalharam à medida que os indivíduos assumiram a responsabilidade de agir em nome dos necessitados.


Embora a solidariedade possa ser uma necessidade humana fundamental, o significado da solidariedade e o que ela exige de nós é indescritível, conforme podemos constatar pelo incansável trabalho do empresário da área gourmet, João Ricardo de Sousa, mais conhecido como João do Bem. Um dos idealizadores do grupo Corações Solidários, mesmo na pandemia do novo coronavírus, continua levando esperança para as populações mais vulneráveis, impedindo, assim, que a fome atinja alguns lares brasileiros de forma ainda mais intensa.



Parafraseando Herbert de Souza, o Betinho (1935-1997), “quem tem fome tem pressa”. A Covid-19 agravou, drasticamente, a situação de quem vivia em condição de vulnerabilidade. A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio mostra que, na média, os 10% mais ricos perderam 3% da renda com a pandemia, e os 40% mais pobres viram a renda familiar que vem do trabalho, descontando o auxílio do governo, caindo mais de 30%.


“Os grupos sociais são de suma importância neste momento para nossa sociedade, porque se não fossemos nós, com certeza, a situação do Estado, do município estaria muito pior. Não temos nenhuma ajuda da iniciativa pública, contamos com empresas e pessoas físicas. Mesmo com a Covid-19, o grupo não parou com ações de cestas básicas, recolhimento de fraudas geriátricas e ações pontuais. Estamos entregando quentinhas para moradores em situação de rua”, conta João do Bem, que já foi infectado pelo vírus, apesar de seguir todos os protocolos.


O empresário da área gourmet diz que a arrecadação caiu muito de 2020 para cá. “Antes estava mais forte, mas, acredito, que depois do aumento do desemprego, muitas pessoas estão guardando um pouco, economizando porque não sabemos o dia do amanhã, mas continuamos com fé e esperança. Isso tudo vai passar e lá na frente vamos sorrir”, acredita João do Bem, ressaltando que a solidariedade é uma missão:



“Tive um amigo, o Bruno, do Eu Amo São Cristóvão, que faleceu de Covid-19. Ele era o rei da cesta básica. Infelizmente, morre gente boa e assim vai indo, mas a gente sabe que a nossa missão aqui na terra é ajudar ao próximo. Por isso, eu, como presidente, tenho que motivar as pessoas a ajudar ao próximo. É uma missão que me foi dada, assim como muitos aqui do grupo também”, revela.


Devido à pandemia, pelo segundo ano consecutivo, em seis anos de atividade, o grupo Corações Solidários não pode realizar a tradicional Páscoa Solidária, quando reúnem as crianças para a entrega dos chocolates:


“Esse ano, mais uma vez, por causa da Covid-19 e o seu agravamento, não fizemos a nossa tradicional festa. Entregamos as caixas de bombom para os grupos sociais que temos parceira, que auxiliamos durante o ano. Foram beneficiadas cerca de 600 crianças do projeto Maré Solidária Oficial, através do seu presidente Rafael; do Amadinhos Down, pela presidente Daniele; do Morro do Tiról (Jacarepaguá), através da Márcia Gomes; da comunidade Tavares Bastos (Catete), e do projeto Sementinhas do Amanhã, do amigo Maxwell. Levamos caixas de bombom e ovos de Páscoa para as crianças do conjunto habitacional do bairro do Estácio, para moradores em situação de rua e crianças do centro e do bairro de Fátima”.



João do Bem conta que esse ano, o grupo ganhou com um parceiro social muito especial: os alunos da Escolinha de Vôlei do professor Augusto dos Santos, que participaram da campanha de doação de ovinhos de chocolate:


“A pandemia aumentou a desigualdade social em todas as áreas e o governo Federal não toma nenhuma providência. A gente faz o que pode para ajudar, porque a fome é uma coisa muito triste, a pessoa desempregada, sem poder colocar as coisas em casa e as crianças sem escolas, porque se estivessem abertas, eles tinham pelo menos a merenda”, lamenta o professor, responsável pela escolinha que funciona há 23 anos no posto 2 da praia do Flamengo e conta com cerca de 80 alunos entre adultos e crianças a partir de 7 anos de idade.


Fonte: Revista Eu Amo Caminhoneiro



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