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Revista EAC: Vereador Felipe Michel defende prioridade da vacinação para caminhoneiro

Vereador Felipe Michel defende prioridade da vacinação para caminhoneiro:

Para as pessoas ficarem em casa, é preciso que motoristas de caminhões continuem abastecendo a cidade”


Em seu segundo mandato, o vereador Felipe Michel (PP/RJ) é vice-presidente da Comissão de Transportes da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Tem como uma de suas bandeiras, a luta contra o valor abusivo do pedágio da Linha Amarela. Sempre atento aos anseios da população, é autor de duas leis voltadas ao BRT. Em entrevista para Eu Amo Caminhoneiro, o parlamentar, que preside a Comissão de Esportes e Lazer, defendeu a vacinação contra a Covid-19 para os caminhoneiros, e falou sobre a criação de “truck centers”, “uma alternativa para retomar atividades econômicas e facilitar o comércio”.


Como vice-presidente da Comissão Permanente de Transportes e Trânsito da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o senhor vem acompanhando a intervenção do BRT. O que pode nos adiar sobre esta questão?

O BRT sempre esteve na nossa pauta de prioridades. Acompanhamos a primeira intervenção e vimos que por intervenção não funciona. Precisamos garantir que as medidas adotadas não sejam paliativas, o que a população quer é ônibus na rua. Vamos monitorar todo o processo de licitação, para garantir sua lisura e transparência.


Qual a sua posição sobre as ações da prefeitura do Rio nos três corredores do BRT: Transoeste, Transcarioca e Transolímpica?

Até o dia 23 de março, quando foi anunciada a nova intervenção, não houve ação. Esperamos que a partir de agora esses corredores possam receber mais atenção e ter seus principais problemas sanados. A oferta de linhas comuns de Santa Cruz à Alvorada funcionou no primeiro dia, vamos acompanhar para ver o que será feito daqui para frente.


Como está a questão do pedágio da Linha Amarela?

No ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou a encampação, mas acabou suspensa pelo STF. Nós entramos com uma ação popular na justiça impedindo a cobrança enquanto a situação não for resolvida, e isso permanece. No fim deste mês (março), haverá uma nova audiência de conciliação entre Lamsa e prefeitura para tentar novo acordo.


Quando o prefeito Eduardo Paes esteve no Mercado São Sebastião para anunciar projeto de revitalização do local, ele anunciou que a Avenida Brasil também receberia melhorias. A comissão está participando desses dois projetos?

Ainda não foi tomada nenhuma medida em relação à Avenida Brasil, vamos acompanhar, lembrando que esta obra deveria ter sido entregue em 2016, no mandato do próprio prefeito.


A restrição para o processo de carga e descarga dificulta o trabalho dos transportadores. O que a Comissão de Transporte pretende fazer com relação a esta questão?

Nosso trabalho é criar leis para facilitar o transporte e seus profissionais, mas a regulamentação é feita pelo Código de Trânsito Brasileiro. Já entramos com alguns projetos de lei que foram considerados inconstitucionais, mas manteremos o diálogo e estamos abertos a sugestões.


Algumas estradas, avenidas e ruas têm mais de 50 anos de existência. Isso dificulta a circulação dos caminhões. Modificar o traçado dessas vias para facilitar o tráfego de caminhões seria uma alternativa?

Toda discussão precisa envolver a classe, e o poder público precisa estar aberto para ouvir quem utiliza o serviço. Se esta for uma solução viável, podemos levar a questão para o Executivo.


O centro da cidade não permite, atualmente, a circulação de boa parte dos caminhões, principalmente aqueles de maior porte. A Comissão tem como intervir nessa situação para que algumas modificações aconteçam?

A atual gestão, no seu último mandato, optou por retirar a maior quantidade possível de veículos do Centro para facilitar a mobilidade urbana e estimular a utilização do transporte público. É uma discussão que precisa ser retomada e estamos abertos ao diálogo com os caminhoneiros.


Quanto ao trabalho de carga e descarga de madrugada é uma boa alternativa? E qual a sua opinião sobre incentivar a criação de “Truck Centers” no centro da cidade, pois assim, o caminhão maior descarrega nesses centros, e os menores fariam o trabalho de abastecimento do comércio?


Sim, todo planejamento urbano é pensado para não interferir na mobilidade, e como a madrugada tem baixo fluxo, é uma solução a ser considerada, desde que haja um plano de impacto na região. “Truck Centers” são excelentes, principalmente porque a área do Centro, com essa pandemia, teve seu esvaziamento agravado. Seria uma alternativa para retomar atividades econômicas e facilitar o comércio.


O senhor também está acompanhando a campanha de vacinação de Covid-19. Qual a sua posição sobre a prioridade da vacinação para motoristas de ônibus e caminhão?

É fundamental que, não apenas motoristas de ônibus e caminhão, mas todos aqueles que não param, devido à essencialidade de seu serviço, sejam vacinados como se fossem profissionais de saúde, pois estão na linha de frente do enfrentamento à Covid-19. Para as pessoas ficarem em casa, é preciso que motoristas de caminhões continuem abastecendo a cidade. Sendo assim, sou a favor da prioridade.


Fonte: Revista Eu Amo Caminhoneiro

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